Se tem algo que eu não deveria estar fazendo agora é escrevendo aqui. Estou em fim de período na faculdade, tendo provas praticamente todos os dias, então não tá sobrando tempo pra pretty much mais nada além de estudar.
E era isso que eu estava fazendo – estudando para a prova de amanhã (orgânica), ou melhor dizendo, me desesperando tentando resolver as questões do estudo dirigido, entre folhas de fichário com anotações, xerox e apostilas, e em busca de um background noise na TV quando – tcharam!!! – passei por um dos TCs e tava começando Uma Verdade Incoveniente. Alguém já viu esse documentário?
Bem, até hoje eu nunca tinha visto, apesar de já conhecer o tema e boa parte dos argumentos de que o Al Gore se utiliza no mesmo. E eu sei que a intensão do documentário é ser impactante. Mas, na moral, eu preciso admitir que eu chorei.
Eu sei. Idiota, né? Pois é, acontece que a idiota aqui ainda se surpreende com o poder do dinheiro sobre a índole das pessoas. Isso só serviu pra aumentar ainda mais o meu ódio a respeito desse conceito que é a moeda de troca. Acho que eu nunca vou conseguir entender realmente porque as pessoas se interessam tanto pelo ter.
Não é que eu ache que ser perdulário é um crime absurdo ou que vai pro inferno quem acumular capital. Eu também gosto de conforto, apesar de não pensar nele como sendo tão essencial, e também procuro realização profissional levando em consideração a estabilidade financeira. Mas também acho um absurdo os extremos a que as pessoas chegam simplesmente por dinheiro.
Aliás, aproveitando que eu estou aqui, preciso comentar que, dentro dessa correria que têm sido meus dias, sem ter tempo nem para respirar – hoje tive que dizer para um amigo que só vou poder sair com ele depois do dia 18, e a resposta dele me deixou triste comigo mesma e com a amiga medíocre que tenho sido para todos -, olhar meu e-mail, às vezes, tem sido um verdadeiro drops de ânimo.
É que, tudo bem, eu sei que minha aspiração é o eixo obstetro-neonato-pediatria (arram, já mudou huauha), e sei que estou fazendo nutrição para me especializar em nutrição materno-infantil como graduação de apoio, e que tudo isso grita biomédicas. Mas não posso obliterar minha outra paixão, e uma de minhas pseudo-aspirações, que figura a universidade que pretendo cursar simplesmente por realização pessoal – a História – dando forma ao meu passatempo de, por vezes, escrever sobre aqui. E sempre que recebo um dos freqüentes comentários em um desses meus textos históricos, de meninos e meninas de ensino fundamental e médio, agradecendo e comentando sobre a utilidade dos meus textos em seus trabalhos e provas, meu coração dá uma pontadinha de auto-realização, e uma vontade distante de me entregar à docência.
Ai, ai. O que eu faço com tantas paixões?!?
Acho que vou me ater à medicina, mesmo… rss
Beijos a todos =)