Se me perguntassem ontem, eu diria “espero que sim”. Hoje, já não sei mais.
De anteontem pra ontem tive o sonho bem… prosaico. Do ponto de vista da tele-dramaturgia. Mexicana de preferência. Do meu ponto de vista, foi bem incomum.
Isso porque eu sonhei, tcharam!, que estava indo para minha vesta de noivado. Isso mesmo. Eu e mais três guests sem rosto, do sexo feminino, usando vestidos toscos de cetim estilo last-decade-high-school-prom e penteados que combinam, com maquiagens absurdamente pesadas – principalmente pra mim, que prefiro a beleza limpa (sim, produções carregadas me parecem demasiado sujas) e uso apenas maquiagem de realce.
Apresentações feitas, vamos à narração. Estava eu, brega bela e sorridente junto de minhas companheiras, em um carro que poderia ter saído de uma novela de época da Globo, daqueles que se usa em Havana (Cuba), todo ornamentado como se eu tivesse acabado de sair do meu casamento, mas na realidade indo para minha festa de noivado. Só que a despedida de solteiro aconteceria no trajeto entre o local que tinhamos deixado e o local aonde seria a festa. E tinha bebida pra todo lado no carro. E nós 4 estávamos folgadamente no banco traseiro do carro. E tinha teto solar no carro, e toda hora uma de nós colocava a cabeça lá para gritar algo.
De repente, uma viatura da PM começou a sinalizar para o nosso carro. Entramos em desespero – imagina, 4 mulheres desesperadas gritando no carro. O motorista teve o bom senso de encostar o carro em frente a um bar. Estrada – bem, rua – de barro, bar xexelento, bem como tudo ao redor. O policial veio até o carro, abriu uma porta e pediu que saíssemos. Multa? Que nada! Ele nos guiou por uma passagem nojenta até o que seria os fundos do bar xexelento. E lá tava rolando uma festa estilo Barretos, e tinha ao redor várias pessoas conhecidas. E aquilo era minha festa de noivado. Eu parei na primeira barraquinha e pedi uma caipivodka de morango com leite condensado extra, e estava saboreando a danada quando chegou ele. Meu príncipe encantado.
O cavalo branco não era branco. Era prateado com vidros fumê. Um bellissimo Audi A3. Ele saiu lá de dentro, finíssimo, elegantérrimo, impecável em um inconfundível meio-fraque Dolce & Gabbana de linho preto, ombros largos e porte de dar inveja, sorriso Kolynos e cabelos grisalhos penteados para trás estilo Al Paccino, provavelmente com a ajuda de algum gel ou fixador. Ele olhou ao redor e quando nossos olhares se encontraram, ele deu um sorriso tão gostoso e surgiram duas covinhas no rosto, e eu senti aquela leve vertigem característica desses momentos. Lembro bem dos olhos – pretos – e da sensação que ele passava de ter acabado de sair do banho – aquele frescor de galã rico de filme – e lembro também que ele estava incrivelmente cheiroso.
Nos cumprimentamos com um selinho de canto de boca – sei lá o porquê – e ele disse que tinha uma surpresa pra mim – e a surpresa era que ele tinha contratado o show do Daniel para nossa festa de noivado. Eu falei que ele era doido e que não tinha nada a ver, que por mais que eu adorasse o Daniel, era brega demais para tocar na minha festa. Ele fez carinha de ofendido e depois disse que tava brincando. E o celular dele tocou, e eu disse que não, ele não iria trabalhar justo naquele dia, que os 7 mil (sim, o número foi esse) empregados dele poderiam cuidar de todas as empresas sem a ajuda dele por um dia. Ele disse que tudo bem e desligou o celular. Corta pra cena de um jantar e eu morrendo de rir aparentemente de piadas contadas por ele. Corta pra cena de chuva caindo e todo mundo correndo pra dentro de um salão. Corta pra cena de um telefone tocando (?). Corta pra cena de gente tossindo. E eu acordei.
Tirando todos os cortes pra cenas bizarras que não tem nada a ver, isso é tudo que eu consegui reunir sobre o sonho. Mas, peraí, sonho mesmo: eu noivando um cara gostoso, elegante, aparentemente milionário e de sorriso maravilhoso, engraçado e simpático? Praticamente um Richard Gere com um pouco mais de melanina nos cabelos, olhos mais abertos, nariz menor e sorriso mais impactante… Pera lá. Eu quero esse. Quero mesmo.
Mesmo que pra isso eu tenha que usar um vestido tosco e uma maquiagem bizarra.
Me dá até tristeza quando penso no sonho de ontem pra hoje.
Eu estava em minha casa – que era a casa de Imperatriz, não a do meu pai, atual, mas a antiga (quadrado vermelho da imagem), no condomínio (limitado pelas linhas pretas na imagem) – quando minha irmã me chamou que o Renato estava lá e queria falar comigo. Cheguei na sala e ele estava sentado no tradicional sofá cinza do meu pai, a parede por trás dele, por algum motivo, toda rabiscada com desenhos e maluquices escritas por nós – algo como o calendário de parede dos meus irmãos, mas na parede mesmo. E ele comentava que tinha encontrado a Mayara (?!?) e que ela tinha casado com o Kiko (!!!!!!), e que a Duda tava linda e enorme. Eu concordei, e por algum motivo eu senti uma vontade maluca de bater nele e saí pra varanda. Dei a volta pela lateral da casa e entrei novamente pela cozinha, pra ouvir, pois minha irmã estava falando um monte de merda pra ele. Quando resolvi interromper entrando na sala de estar pela sala de jantar (oh, tá vendo! quase 10 anos que meu pai vendeu aquela casa e eu ainda lembro direitinho da disposição dos cômodos!) e ele tinha sumido. Dany disse que ele tinha acabado de sair.
Não sei porque, mas o fato de ele ter ido embora me desesperou. Eu comecei a chorar e tentei ligar pra ele em todos os números possíveis e não consegui. Saí correndo pra rua (trajeto indicado pela linha amarela na imagem do condomínio) e quando cheguei na esquina vi o Peugeot dele virando na outra esquina. Voltei correndo em direção à minha casa, e enquanto corria passou por mim, de bicicleta, em direção contrária, a Camila Didini, da faculdade. Ela me gritou, eu parei e virei pra ela, e ela gritou: “Pô Sabryna, vai correr assim no Mangue, né!” e eu ri e continuei correndo, seguindo agora a direção rosa indicada na imagem do condomínio. Tirei meu celular do bolso e liguei pro tiozinho da portaria do condomínio (não sei porque, mas ninguém nunca chamou ele de porteiro, e não sei porque eu teria o telefone dele) berrando que ele barrasse o Peugeot prata. Ele disse que o carro tinha acabado de passar. Eu sentei no meio da rua e fiquei chorando, até que o namorado da minha irmã parou do meu lado morrendo de tossir e eu acordei, com o mesmo tossindo sentado na cama.
Alguém aí sabe interpretar sonhos? Porque eu preciso saber se eles queriam me dizer algo, se é previsão, se é loucura, se é subconsciência ou se é babaquice =)
Obs: eu realmente tive esses dois sonhos, o que é mais bizarro. Seria mais legal se fossem contos ou algo assim.
Eu começei a tossir meia hora antes de ler seu post e não parei até agora..
Uma vez eu baixei na internet um livro de ’sonhos lúcidos em 30 dias!”
Segundo o livro, se vc fizesse todos os exercícios, ao fim de um mês vc estaria com total controle sobre seus sonhos, inclusive criando seus próprios cenários hollywoodianos nele
talvez vc esteja chegando lá por conta própria
Woof!
já estou prevendo…
Usou meu nome!! Deixei?!?! AHUHAUHA