Há quanto tempo não atualizava esse blog direito? Esse feriado caiu do céu. Termino então o dia com algumas explanações aleatórias.
Problemas? Todo mundo tem. Mas todo mundo, mesmo! Até um embriãozinho tem problemas, afinal, é ou não estressante diferenciar três tecidos embrionários de uma única célula totipotente? Bem, eu não lembro – hahaha – mas deve ser sim estressante.
Feliz? Ninguém é 100% feliz, 100% do tempo. A felicidade é transitória, é um estado de espírito. Fato.
Chorar? Faz parte da vida. É bioquímico – tanto quanto comer, ir ao banheiro ou fazer sexo. Emoções a parte, tudo isso é puramente fisiológico.
O que dizer, então?
Posso dizer que estou tão satisfeita com minha vida nesse momento quanto poderia. Tenho uma família que, apesar de todos os defeitos, está aqui comigo. Tenho amigos do meu lado no qual confio plenamente – a maturidade (e experiências passadas um tanto quanto frustrantes) me ensinou a detectar pessoas sinceras, de coração bom, tão não-psicóticas quanto podem ser – se é que vocês me entendem -, que não possuem necessidade de auto-afirmação. São essas que quero do meu lado. Tenho também comigo um cara imperfeito do início ao fim – a perfeição é monótona demais – que já provou tantas vezes que me ama, e que a cada dia me conquista mais um pouquinho… Tenho o maior amor do mundo dentro de mim. O que mais eu poderia querer? A única coisa que me faz um pouquinho de falta é o amor do meu Tobbynho, mas esse eu sei que é recíproco e eterno, embora pouco tangível.
De tudo o que já vivi, só me arrependo de uma coisa: não ter seguido o conselho que um amigo – o Rogério – me deu quando eu tinha 12 anos – e eu achei bobeira… “não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje, e diz sempre pras pessoas que você ama o quanto você as ama e quão importantes são pra você”. Tanta coisa ficou dita pela metade na minha vida…
Fora isso, cada pessoa que conheci e cada experiência por que passei colaborou pra pessoa que sou hoje. Talvez teria sido um pouquinho mais fácil se uma metadinha que fosse não tivesse acontecido. E eu definitivamente gostaria de não ver tanta gente querida indo embora – principalmente da maneira que foram. Espiritualidade à parte, a morte sim é algo escroto. Inevitável e certo – e ok, fisiológico também, mas a imprevisibilidade é o que mais incomoda.
Não tenho mais medo de escuro. Não tenho mais medo de monstros, fantasmas, espíritos e coisas do gênero. Não tenho mais medo de morrer. Não tenho mais medo de riscar um fósforo ou um isqueiro. Não tenho mais medo de lembranças. Não tenho mais medo do canto do vento. Não tenho mais medo de tempestades. Não tenho mais medo de expressar meus sentimentos. Não tenho mais medo de deixar pra trás o que deve ser deixado. Não tenho mais medo de perder as pessoas. Não tenho mais medo de dizer não. Não tenho mais medo de me decepcionar. Não tenho mais medo de fechar portas, encerrar capítulos. Não tenho mais medo de ser eu mesma.
Só tenho medo da água – Esse medo não consegui vencer ainda. E de falhar – esse, só perderei o dia que eu aprender a não cobrar tanto de mim mesma. E de baratas. Esse não perderei nunca.
É, muita coisa mudou. Me vi há 5 anos atrás, hoje. No Pedro. Ele fala, pensa e age exatamente como eu o fazia nessa idade. Isso me fez perceber uma coisa. Não sou mais uma menininha de 15 anos. Sou uma mulher – um tanto quanto criança, quando quero – de 21 anos. Sei o que sou, sei do que gosto, sei o que quero e sei como conseguir.
Acima de tudo, hoje sei quem eu sou.
E que orgulho de ter chegado até aqui!
Agora vou dormir…
Bjos ;*
O estranho é, por mais que a gente saiba que é maduro e crescido hoje, saber que daqui a mais cinco anos vamos olhar pra trás e dizer “como sou mais maduro hoje..”